Consulta do Sono
  • Apresentação
  • Sintomas

Dormir é uma necessidade biológica fundamental. O sono permite-nos restabelecer as funções físicas e psicológicas, essenciais para podermos funcionar em pleno.

A Consulta do Sono permite abordar cada doente de uma forma multidisciplinar, assegurando que os procedimentos diagnósticos, os exames complementares e as terapêuticas, sejam realizados conforme as recomendações internacionais da Medicina do Sono e os conhecimentos científicos e clínicos atuais.
 

Insónia

O que é a Insónia?

A insónia pode definir-se como a sensação de sono noturno insuficiente, de má qualidade ou não reparador que persiste durante um período superior a 1 mês.
É a perturbação do sono mais frequente, atingindo 30 a 40% da população geral.
A insónia crónica é mais frequente na mulher e a sua frequência aumenta com a idade.
 

Causas:

A insónia geralmente resulta da interação de diversos fatores: genéticos, físicos, mentais, psicológicos e sociais. A insónia pode ser causada e/ou agravada por condições como: depressão, ansiedade, fibromialgia, dor crónica, doenças metabólicas e hormonais e pelo uso de determinados medicamentos ou substâncias como a cafeína, álcool ou drogas.
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e a Síndrome das Pernas Inquietas podem também ser causa da insónia.
Em alguns casos a insónia pode ser primária (sem causa definida), neste caso os doentes referem frequentemente dificuldades no sono desde a infância.
Na maioria dos casos, a insónia é desencadeada por fatores externos como, mudança de profissão, perda de um ente querido, conflitos familiares ou pessoais, entre outros.

 

Roncopatia

O que é a Roncopatia?

Quando existe uma diminuição do calibre das vias aéreas superiores, o ar inspirado provoca uma vibração das estruturas que fazem parte destas vias. Esta vibração gera um ruído vulgarmente denominado como ressonar.
 

Causas:

Uma das principais causas da roncopatia resulta da associação de fatores anatómicos individuais como: a diminuição do calibre das vias aéreas superiores, associados a outros fatores como a obesidade e hábitos tabágicos, ingestão de bebidas alcoólicas ou de refeições abundantes antes de dormir podem desencadear ou contribuir para o ressonar durante a noite

 

Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono 

O que é a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono?

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) consiste na ocorrência de pausas respiratórias (apneias) e/ou reduções do fluxo de ar inspirado (hipopneias) superior a cinco por hora de sono. Estas são devidas a colapso total ou parcial da via respiratória ao nível da região inferior da garganta.

 

Causas

A SAOS é uma doença multifatorial causada pela interação de diversos fatores anatómicos (estrutura das vias aéreas) e hipotonia da musculatura da garganta durante o sono.

 

Síndrome das Pernas Inquietas

O que é a Síndrome das Pernas Inquietas?

A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) é uma perturbação neurológica sensitiva e motora caracterizada por uma necessidade irresistível ao movimento.
Tal perturbação encontra-se associada a sensações desagradáveis nas pernas. Estas sensações agravam-se no período noturno e durante o repouso provocando, no entanto, um alívio com o movimento.

 

Narcolepsia

O que é a Narcolepsia?

A narcolepsia é uma doença neurológica caracterizada por ataques de sono irresistíveis, episódios de ”fraqueza muscular” (cataplexia), paralisia do sono e alucinações que ocorrem durante o adormecer ou ao despertar.

 

Causas

A narcolepsia é causada por uma redução de neurónios, situados numa região do cérebro – o hipotálamo, responsável pela produção de um neurotransmissor específico (hipocretina). A hipocretina é uma substância que atua como estimulante em diversas áreas do cérebro, e na sua ausência, ocorre um estado de sonolência excessiva. O doente com narcolepsia pela sonolência incapacitante apresenta deficiências a vários níveis: profissional, familiar e social.

Insónia

Sintomas

Os principais sintomas são: dificuldade em adormecer, acordar durante a noite por longos períodos, acordar cedo demais, ou acordar de manhã com a sensação de não ter dormido.
Em quase todos os doentes com insónia existe: cansaço, sonolência diurna e dificuldades de atenção/concentração. Os lapsos de memória, a irritabilidade e as alterações do humor, geralmente ocorrem com o decorrer do tempo.
A insónia inicial é a mais frequente e facilmente identificável pelo aumento do tempo que o indivíduo demora para iniciar o sono. A insónia intermédia que consiste no aumento do número de despertares durante a noite, também é bastante frequente.
A insónia terminal é a menos frequente e caracteriza-se por um despertar precoce, ou seja o indivíduo acorda muito antes do horário normal e não consegue voltar a adormecer.
A insónia crónica, não tratada, pode causar perturbações da memória, ansiedade, depressão, diminuição da capacidade de desempenho, abstenção laboral e aumento do risco de acidentes de viação e de trabalho.
Esta patologia apresenta um impacto negativo tanto a nível profissional, como a nível familiar, social e cultural.
 

Diagnóstico

O diagnóstico é efetuado através da história clínica. Aspetos como a idade, de início, fatores predisponentes e hábitos de vida devem ser especialmente avaliados.
A realização de polissonografia está indicada nos casos em que existe suspeita de outras perturbações do sono associadas à insónia e nos casos de insónia sem resposta a tratamentos específicos.
 

Tratamento

O tratamento de todos os tipos de insónia tem como base a instituição de medidas simples de higiene do sono. Caso esta perturbação do sono persista, o indivíduo deve procurar ajuda médica para o estabelecimento de um tratamento específico, determinado de acordo com a causa e gravidade dos sintomas.
O uso de medicamentos deve ser efetuado de forma planeada e cuidadosa porque muitas destas substâncias podem causar dependência e efeitos secundários indesejáveis como a sonolência diurna residual e dificuldades de atenção/concentração.
Para além do tratamento medicamentoso, as técnicas cognitivo-comportamentais específicas podem ser eficazes no tratamento das insónias primárias e na descontinuação do tratamento medicamentoso.

 

Roncopatia

Sintomas

Os sintomas do ressonar são muito semelhantes aos da apneia durante o sono: sono não reparador; despertar noturno frequente; perturbações cognitivas como: perturbações de memória, concentração e atenção; irritabilidade; fadiga; sonolência diurna.
O indivíduo com roncopatia, mesmo sem apneia, apresenta também maior propensão a acidentes de viação e de trabalho e ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 

Tratamento da roncopatia

O tratamento da roncopatia envolve a adoção de medidas clínicas tais como: a abstenção do álcool e de alguns medicamentos relaxantes, evitar dormir de barriga para cima e emagrecer. A fisioterapia para fortalecimento da musculatura da garganta também pode ser útil.
Se existirem problemas do foro otorrinolaringológico que possam estar na origem da roncopatia como: desvios do septo nasal, deformidades ou pólipos nasais, hipertrofia das adenoides e/ou amígdalas, alergias (rinites/rinossinusites) o doente deve ser observado por médico Otorrinolaringologista.
Em alguns casos pode estar indicado o uso de aparelhos intra-orais. Estes aparelhos são construídos de modo a posicionar a mandíbula para a frente, facilitando a passagem do ar na garganta através das vias aéreas superiores.
O aparelho é colocado antes de dormir e permite o avanço da mandíbula para a frente, isto aumenta a abertura à passagem do ar e evita a queda da língua durante o sono. Nestes casos, o tratamento deve ser efetuado por médico Estomatologista, de acordo com as particularidades individuais.

 

Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono 

Sintomas

Na maioria dos casos os doentes com apneia do sono não se dão conta do problema, normalmente são conduzidos ao especialista pelo cônjuge ou por pessoas que convivem com ele e se apercebem da existência de paragens respiratórias durante o sono.
 

Consequências

A apneia do sono causa problemas de saúde a vários níveis:

  1. Aumento do risco de acidentes de viação e de trabalho, vários estudos demonstram que o número de acidentes de viação é cerca de 2 a 3 vezes superior nestes doentes;
  2. Hipertensão Arterial. A SAOS é um factor de risco para o desenvolvimento de HTA apesar de não existirem outros fatores de risco vascular;
  3. Arritmias cardíacas que ocorrem exclusivamente durante o sono são comuns nos doentes com SAOS;
  4. Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Alguns estudos demonstram um risco 3 a 5 vezes maior destas doenças em doentes com SAOS;
  5. Perturbações cognitivas: os doentes com SAOS referem frequentemente alterações da memória, dificuldade de concentração e de atenção.
     

Diagnóstico

A polissonografia é o exame de excelência para o diagnóstico da SAOS.

 

Tratamento

O tratamento da SAOS deve ser planeado de acordo com o índice de apneia e com as particularidades de cada doente. O tratamento da SAOS envolve a adoção de medidas gerais associadas ao uso de dispositivos ou aparelhos que visam facilitar a passagem do ar pela via aérea como os aparelhos de pressão positiva para via aérea superior (CPAP), os dispositivos intra-orais e o tratamento cirúrgico.

 

Síndrome das Pernas Inquietas

Sintomas:

Urgência irresistível para movimentar os membros afetados, geralmente associada a uma sensação desagradável nas pernas;
Desconforto nas pernas que começa ou agrava na posição de repouso, sentado ou deitado;
Alívio parcial ou total da Urgência ou desconforto nas pernas com a atividade física.
Estes sintomas ocorrem no horário noturno antes de dormir ou durante a noite, podem começar na infância mas agravam-se com a idade. São mais frequentes em mulheres grávidas e em indivíduos com idades acima dos 50 anos.
Devido a fatores genéticos podem existir vários casos na mesma família.

 

Causas:

A SPI é causada pela redução da ação de um neurotransmissor específico (dopamina).
Em alguns casos, a SPI pode estar associada a deficiência de ferro, a diabetes, a insuficiência renal crónica, a gravidez, a alcoolismo, a doença de Parkinson, entre outras.
Alguns medicamentos podem agravar os sintomas.
Nos casos de diagnóstico duvidoso é necessário efetuar uma polissonografia.

 

Tratamento

Evitar privação do sono, realizar atividade física regular, suspender a ingestão de substâncias estimulantes como a cafeína, chá preto e chocolate e de substâncias depressoras como o álcool.
O tratamento médico consiste em repor possíveis deficiências de ferro ou vitaminas e controlar as doenças associadas como a diabetes, a insuficiência renal e a doença de Parkinson.

 

Narcolepsia

Causas

A narcolepsia é causada por uma redução de neurónios, situados numa região do cérebro – o hipotálamo, responsável pela produção de um neurotransmissor específico (hipocretina). A hipocretina é uma substância que atua como estimulante em diversas áreas do cérebro, e na sua ausência, ocorre um estado de sonolência excessiva. O doente com narcolepsia pela sonolência incapacitante apresenta deficiências a vários níveis: profissional, familiar e social.

 

Sintomas

Sonolência diurna excessiva: é um sintoma importante e o que mais chama a atenção na narcolepsia mas também pode ser encontrado em outras perturbações do sono;
Ataques irresistíveis de sono (sobretudo em circunstâncias monótonas).